15 de setembro de 2010

serenata

D# D#/F# D#/Bb D# D#/F# D#/G# D#/Bb

Eu vou cantar
O amor que tu

D# D#/C# D#/C
D# C/B E Am

Que tu planta pra mim
Amor, já temos uma floresta no lugar de um jardim

REPETE ACORDES PARA

Tu vem pra cá
Ouvir declarações

De amor que eu guardei
De outros romances cinzas que eu ouvi e passei

Em Am
Já amanheceu, meu jardim não floriu
F7m C
Meu amor não acordou, o céu nem ficou anil

Vê se acorda, por favor
Que meu sonho sem você
é igual ao dos que dormem
ou dos que não podem te ver

REFRÃO

Em Em/C Am7 B7

O mundo é belo, como uma valsa roda
como o samba ginga, como a sua moda
como ser tão linda?
Linda como inexplicável, o inexorável
o desfavorável, minha adorável sina de te ver
Sina de um rapaz sortudo, que a paz é tudo
E se defaz, contudo. Ao menos que você
Não queira me ver nunca mais

PRIMEIRA PARTE

Se Renata
soubesse dizer

Quanto tempo tem
Dentro de todo esse
tempo em que ela não me vem

Serenata
por ti que eu fiz

Do amor que fluiu
na apaixonada mente
do teu homem eternamente apaixonado
que sou eu


11 de setembro de 2010

Trilho

trilho do trem bem polido
o ar sem atrito, granito em poeira
de vento e ribanceira
não posso ir a pé
não posso ir de trem

água no trilho dá dó
de trem que enferruja, de pó
sem assunto no trem
filho, vem, senta que mais de cem
sem se preocupar senta também
não posso ir de pé
inércia é aquém

trilho de trem que é trem-bala
é polido, mais veloz que fala
bandido
é atroz,
é feroz
é vestido de trem
é ninguém
e além de um encardido
trilho de trem bandido

trem-bala é mais trem

assim

sonhei.
vi a casa dos meus sonhos,
que é a casa dos teus sonhos
com a porta colorida,
uma camiseta florida!
feriado em setembro
volto a minha inocência
é dia de independência
e hoje eu sonho brasileiro

acordei.
vi a cama dos meus sonhos,
com a moça dos meus sonhos
e o lençol me escondendo
anoitecendo e o sol não sai
de birra, não saio também
enquanto na cama ela estiver,
será a cama, e meu bem
o meu mais que completo lar
dormi.
agora vejo o universo
dos sonhos que nunca vi
acho que não posso vê-los
é triste a hora de acordar
se ela aqui não está
sem ela no sonho, pesadelo
será que é hora de acordar?
hoje eu acordei brasileiro

e ainda não desisti.



Que dia é hoje

Que dia é hoje?
Credes, então, na cultura
Quão politicamente político, és tu!
Nobre detentor da verdade alheia
Certo, errado, um tirano!
Talvez por engano, não saiba o que digo
Mas tu... Tu não! O erro não te incorpora
E tu se oferece, a esmo, de tê-lo execrado o poder
Sem ver que teus olhos, esbugalhados
Perderam o ritmo, naufragados de sonhos
Lamúrias e paixões...
Tudo do passado
Ele nem sequer foi amado
Nem se encontra em canções

Mas hoje é teu dia
E tua boa vontade há de te fazer um homem
Todo feito de bicho, e de palavras inexistentes
Redundância de metáforas
O caso, do acaso
O fato do homem fraco
Um caco
de vidro

Diplóide, bípede, Freud
Zepelin tem teu sobrenome
Um carma sinestésico
Sente na pele o que os outros vêem
e Cheira o amargo do que tua fera tragou

Um trago
De vidro

(In vitro)