uma postura macambúzia
luzia uma fresta de adversão
ao que é apenas parte
de um mix de febre e introversão
preciso aguar tuas plantas
pois já terminou o verão
você me trouxe fuligem
num pote de solidão
sois a tal da esperança
que ontem ouvi na canção
22 de março de 2013
20 de março de 2013
reconciliar-se
está um calor em marte
faz parte
reconciliar-se à maneira afásica
da alegoria clássica
do universo mundano em si
sou eu
assim calado
por um fio desconsiderei
a hipótese de por um triz
sou eu
sou eu: atriz
à triz
até a atriz, tesa
quer me ver feliz
mais um pouco me desvela o desafio
cancioneiro são
e salvo
cão e calvo
é a puta que pariu
faz parte
reconciliar-se à maneira afásica
da alegoria clássica
do universo mundano em si
sou eu
assim calado
por um fio desconsiderei
a hipótese de por um triz
sou eu
sou eu: atriz
à triz
até a atriz, tesa
quer me ver feliz
mais um pouco me desvela o desafio
cancioneiro são
e salvo
cão e calvo
é a puta que pariu
poemas compartilhados
"um balanço"
Bm D G F#m
um pouco mareado pelo balanço
ondulado
um descanso
ensaiado
desconfortante como fila de espera
Em7/5 A7
é mar
e anatômica
é mar
e anacrônica
é mar
D7m
e fila de espera também
sobre o asfalto negro, uma profecia
o sertão metaforizado no calor e agonia
de que, se deus quiser, se tornaria um dia
o mar
que trouxe, em ressaca, o verão
e você me dizendo num solfejo
que o mar virou sertanejo
no breu do inferno do meu dia
--------------------------------------------
"jovens inócuos"
jovens inócuos a espera da diligência
somos tu
os réus passivos do amargor
sem juízo
assíduos praticantes do amor
------------------------------------------------
"sedes"
o marulho perturba:
e cai a cal da parede
e cai o tijolo
me dano às redes
de novo
à revelia do mar
o motor estarrece
a manhã aborrece
cai a lágrima à maçã
e caibro em cima da casa
me dano a existir
só eu
ao bel prazer do oceano
"ledo engano"
foi a última mensagem que captei
tornado perspicaz
sou eu em harmonia
com a revelia do marasmo
alforria tropical
entreposto em pleonasmo
tou bailando ao carnaval
o óleo de peixe é o lubrificante
da engrenagem
postulante à margem
do oscilante
reagem a oscilação
face a observação
de ante-mão
persevera
e corta
e rasga
e chora
sedes flora
sedes flora
Bm D G F#m
um pouco mareado pelo balanço
ondulado
um descanso
ensaiado
desconfortante como fila de espera
Em7/5 A7
é mar
e anatômica
é mar
e anacrônica
é mar
D7m
e fila de espera também
sobre o asfalto negro, uma profecia
o sertão metaforizado no calor e agonia
de que, se deus quiser, se tornaria um dia
o mar
que trouxe, em ressaca, o verão
e você me dizendo num solfejo
que o mar virou sertanejo
no breu do inferno do meu dia
--------------------------------------------
"jovens inócuos"
jovens inócuos a espera da diligência
somos tu
os réus passivos do amargor
sem juízo
assíduos praticantes do amor
------------------------------------------------
"sedes"
o marulho perturba:
e cai a cal da parede
e cai o tijolo
me dano às redes
de novo
à revelia do mar
o motor estarrece
a manhã aborrece
cai a lágrima à maçã
e caibro em cima da casa
me dano a existir
só eu
ao bel prazer do oceano
"ledo engano"
foi a última mensagem que captei
tornado perspicaz
sou eu em harmonia
com a revelia do marasmo
alforria tropical
entreposto em pleonasmo
tou bailando ao carnaval
o óleo de peixe é o lubrificante
da engrenagem
postulante à margem
do oscilante
reagem a oscilação
face a observação
de ante-mão
persevera
e corta
e rasga
e chora
sedes flora
sedes flora
barra
uma coisa sei
que não forcei
a barra
acho que até tentei
mas não tive cara
de continuar
ou essa barra
que por ventura
forçara
fosse a mais leve
e fraca delas
sensível
com alto índice
de fragilidade
que não forcei
a barra
acho que até tentei
mas não tive cara
de continuar
ou essa barra
que por ventura
forçara
fosse a mais leve
e fraca delas
sensível
com alto índice
de fragilidade
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