24 de dezembro de 2010

tão

quando eu vejo o amanhã surgindo, e eu penso
que a noite vã passada em silêncio sob o meu divã
foi tão agitada...

quando eu saio sem razão e a minha aflição me perde
penso não que vai dar tudo certo, e o a minha mão
se encontra suada

toda a cidade brilha, e ela está dormindo no nosso colchão
os fogos ensurdecem o meu coração
e ela tá deitada

ela nem quer ver mais a explosão
pulo então indecentemente enquanto a cidade
brinca com entorpecentes,
nossa caridade, o nosso colchão dormente
a felicidade da tua boca sorridente
e tão tão pertinho
e tão tão pertinho

espero o meu divã, e a tua presença na minha manhã
com toda nossa crença de sermos assim
tão bem colocados em nós
tão bem arrumados pra nós




se eu falar

C Dm
Se eu falar procê ouvir
(É claro que cê vai ouvir)
Se eu falar procê cantar
(É claro que cê vai cantar)
Se pedir procê sorrir pra mim
ai ai
Se eu pedir procê gostar de mim
aiai

E C#m D#m Bm B7+
Vem, meu amor! Dormir que se chover
Nosso telhado é tão fraquinho
Nosso lençol, é tão pouquinho
E nosso amor, já nos aguenta demais

O teu olhar, vem de avião
E se chover, não treme não
Que preu te ver
O meu olhar, é tão fraquinho
Eu sou tão pouco, sou tão pouquinho
Mas sou perfeito pra você

D#m B7+ C#7+ G#m
Se é pra te deixar a par de mim
Nem que seja num verão qualquer
O calor que hei de conseguir se chover
Não vem de ti

Quando você chega bem assim
Como um alguém que nada quer
Minha flor, vou te cuidar, e a chuva então
me encharcará



11 de dezembro de 2010

manha. (ou manhã)

você demora a acordar.
e eu, apressado, arrumo a cozinha,
escovo os dentes, arrumo o cabelo.
faço o café da manha.

"não, não quero acordar!"
é de matar qualquer um
volto de novo pra cama:
"sem mais minuto nenhum"
de brabo, só tenho a fama

me levanto. abro a geladeira.
pego o requeijão, e mais requeijão
com pouco presunto e pão
faço o café da manhã

"chega, meu amor!
tá na hora de acordar"
você me faz um pedido
não sei como recusar
de novo me chama pra cama
de novo, volto a deitar!

nem parece que vou trabalhar
parece que aqui em casa,
só dá pé de maracujá!
nunca vi tanta manha
quando se é hora de acordar

mas parece que eu gosto disso
e preciso disso pra viver
nunca vi tão pouca manhã
em tão pouco tempo de nós
pois o tempo de nós dois a sós
quando se tem muito amor,
e quando se aparecem os sóis

tua manha há de me prender
na eterna manhã de nós dois



Le fromveur

À vista estreita, quando a lágrima desce
Vem sob alta pressão, como quando escurece
E a maré sobe, sorrindo. Diverge do teu lacrimejo
Que desce, quase fingindo. Pensando que eu não te vejo

Recua, como se sob o sol, a chuva tardasse a vir!
Se engana, pois aqui, qualquer coisa pode cair
Então traz tua touca, uma toalha e um lençol
E deixa comigo, o sorriso, o abrigo, a cama e o farol

Me lembra àquela aventura que te propus
Quando o sol baixava, a chuva engrossava,
Teu olho chorava, minha mente torcia
Que no sol do meio-dia,
Se houvesse uma cama vazia
Nosso lar eterno eu faria
Nosso café da manhã de estilhaço
Nossa eterna alvorada, sem uma ciência exata
Vivendo como piratas
Que o céu não pode perder
Pois este não perde ninguém
E eu - de novo -
Nunca me perco de voc~e



toque de sublimação.

Já era cinco da matina. E ele batia a porta desesperadamente. "Toc-Toc! Bzeen!!" (...) Uma sinfonia de desespero. Ao invés de anjos, os gárgulas cantavam esta canção. (Ouvi dizer que anjos que cantam sinfonias no paraíso. Deve ser por não encontrarem áreas de atuações mais diversificadas. Claro... deixa a arte para os vagabundos! )
E os gárgulas capricharam. Apesar de nem existirem na vida real. A orquestra estava muito bem compassada, e o suor frio também. Até que então...

Que é que você quer?
-É assim que você me recebe as cinco e meia da manhã?
-É com esse sarcasmo que você quer me fazer te desculpar?
-Isso não é um jogo de perguntas.
-Isso nem jogo é, seu escroto!
-Olha a grosseria! Você nem pensou no que eu fiz de errado. Você nem sequer pensou no que eu fiz. Se você deixasse...
-Se você deixasse eu dormir em paz...
-Espere!
-Você não precisava ter voltado!
-Você não precisava ter aberto a porta então!
-Por que você não vai embora então?
-"Senão... é como amar uma mulher só linda!" (...)
-PARA!
-"E daí? Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza... Qualquer coisa de triste! Qualquer coisa que chora..."
-Por que isso agora?
-"Qualquer coisa que sente saudade" (...)
-Cretino!
-"Um molejo de amor machucado, uma beleza que vem da tristeza. DE SE SABER MULHER. Feita apenas para amar"
-Não continue, desgraçado!
-"E pra ser só perdão..."

(E aos risos)

-O que eu faço com você?
-O que você quiser.

(...)




PS: O trecho acima, onde tem aspas, é da autoria de Vinícius de Moraes, em sua canção "Samba da Benção".

20 de outubro de 2010

parque de diversões

de joselyne l. baldeón

D#7m C7/5 C7m F7m B7 Cm Cm/Bb Aº G#7
ah, se você visse
sobre as florestas e fogueiras
o desencanto das vielas
pelas quais eu andei

ah, se você cantasse
''bem, como vai você?''
acolhendo minha mão
e fizesse da minha casa
meu parque de diversões

ah, se você sentisse medo,
me perderia nos bosques
para ter e derreter
a verdade que não se desmancha

C#m A7+ A7+/G# D#7 D5m/7 D#7
e meu arrependimento estaria
em desprender dos meus ossos
o gosto oco
de uma maçã no café

ah, amor, seja nuvem
mas seja homem
eu me contentaria
com seu doce apreço
(no café da manhã)

na sua ilha, no seu abraço
eu encontro as razões
pelas quais eu canto

ah, amor, é assim que é
o natural entretém
o surreal me convêm
muitos ah's

3 de outubro de 2010

arquiteta do caos

C Em F7m G

você não é juiz de direito
com todo respeito
eu vim lhe dizer
que esta não é tua profissão
então não há então
motivos para esconder

presa nas palavras que libertas
tu te escondes no sorriso
que provocas sem querer
enche o peito de tanta candura
você tem a arquitetura
do mal do amanhecer



15 de setembro de 2010

serenata

D# D#/F# D#/Bb D# D#/F# D#/G# D#/Bb

Eu vou cantar
O amor que tu

D# D#/C# D#/C
D# C/B E Am

Que tu planta pra mim
Amor, já temos uma floresta no lugar de um jardim

REPETE ACORDES PARA

Tu vem pra cá
Ouvir declarações

De amor que eu guardei
De outros romances cinzas que eu ouvi e passei

Em Am
Já amanheceu, meu jardim não floriu
F7m C
Meu amor não acordou, o céu nem ficou anil

Vê se acorda, por favor
Que meu sonho sem você
é igual ao dos que dormem
ou dos que não podem te ver

REFRÃO

Em Em/C Am7 B7

O mundo é belo, como uma valsa roda
como o samba ginga, como a sua moda
como ser tão linda?
Linda como inexplicável, o inexorável
o desfavorável, minha adorável sina de te ver
Sina de um rapaz sortudo, que a paz é tudo
E se defaz, contudo. Ao menos que você
Não queira me ver nunca mais

PRIMEIRA PARTE

Se Renata
soubesse dizer

Quanto tempo tem
Dentro de todo esse
tempo em que ela não me vem

Serenata
por ti que eu fiz

Do amor que fluiu
na apaixonada mente
do teu homem eternamente apaixonado
que sou eu


11 de setembro de 2010

Trilho

trilho do trem bem polido
o ar sem atrito, granito em poeira
de vento e ribanceira
não posso ir a pé
não posso ir de trem

água no trilho dá dó
de trem que enferruja, de pó
sem assunto no trem
filho, vem, senta que mais de cem
sem se preocupar senta também
não posso ir de pé
inércia é aquém

trilho de trem que é trem-bala
é polido, mais veloz que fala
bandido
é atroz,
é feroz
é vestido de trem
é ninguém
e além de um encardido
trilho de trem bandido

trem-bala é mais trem

assim

sonhei.
vi a casa dos meus sonhos,
que é a casa dos teus sonhos
com a porta colorida,
uma camiseta florida!
feriado em setembro
volto a minha inocência
é dia de independência
e hoje eu sonho brasileiro

acordei.
vi a cama dos meus sonhos,
com a moça dos meus sonhos
e o lençol me escondendo
anoitecendo e o sol não sai
de birra, não saio também
enquanto na cama ela estiver,
será a cama, e meu bem
o meu mais que completo lar
dormi.
agora vejo o universo
dos sonhos que nunca vi
acho que não posso vê-los
é triste a hora de acordar
se ela aqui não está
sem ela no sonho, pesadelo
será que é hora de acordar?
hoje eu acordei brasileiro

e ainda não desisti.



Que dia é hoje

Que dia é hoje?
Credes, então, na cultura
Quão politicamente político, és tu!
Nobre detentor da verdade alheia
Certo, errado, um tirano!
Talvez por engano, não saiba o que digo
Mas tu... Tu não! O erro não te incorpora
E tu se oferece, a esmo, de tê-lo execrado o poder
Sem ver que teus olhos, esbugalhados
Perderam o ritmo, naufragados de sonhos
Lamúrias e paixões...
Tudo do passado
Ele nem sequer foi amado
Nem se encontra em canções

Mas hoje é teu dia
E tua boa vontade há de te fazer um homem
Todo feito de bicho, e de palavras inexistentes
Redundância de metáforas
O caso, do acaso
O fato do homem fraco
Um caco
de vidro

Diplóide, bípede, Freud
Zepelin tem teu sobrenome
Um carma sinestésico
Sente na pele o que os outros vêem
e Cheira o amargo do que tua fera tragou

Um trago
De vidro

(In vitro)

29 de agosto de 2010

daqueles antigos

Um daqueles poemões antigos
sem a barbárie da vanguarda,
que deixando os desejos de outrora
me fizeram e disseram palavras de sufoco
Quais são, meu bem? Quais são?
as mesmas da primavera de flores caídas

Se é assim, que me tirem os pulmões!
cigarros alados, ala dos doentes ao meio dia
não tem sequer poesia,
quanto mais poema em prosa...
quanto mais cheiro de rosa
E o nome dela é Maria

Médicos portugueses me explicam
o real sentido do dextrogismo
Girando para direita, girando para direita
o relógio voraz não alarma à meia-noite
E você, princesa, é guia da manhã
é cadente de brilho,
e inocente, pura e vã

"Deixa em paz meu coração
que ele é um pote até aqui de mágoa"
Chorando e cantando,
soluçando, um fiasco! Um berrante marcado,
quiasmo mesmo...
Obrigado por vossas palavras
retribuo com grosserias!

2 de agosto de 2010

arte da inexpressividade

Não sei pra que vivo,
só sei que não estou pra escolher
Me aceite como eu vim

Podia estar matando, roubando seus filhos
querido amigo, eu sou a cara da riqueza
não peço seu dinheiro,
quanto mais sua vontade de me ver feliz
um triz e eu tenho o mundo
se quis assim, não foi nada planejado
meticulosamente arrumado eu cresci pra vencer (com aspas)

Não sei pra que vivo,
só sei que não estou pra escolher
Me aceite como eu vim

Se agora estou amando, e fazendo filhos
eu peço caridade e me amparo no meu rei
o sol não é pra todos, nem todos os velhinhos estão num asilo
nem procurando alguém pra lhes dizerem o que eu não sei

Porque o que eu sei, eu procurei esquecer,
se foi alzheimer ou uma pancada, eu procurei esquecer
se foi um tiro no peito, se eu estou no caixão
Nada é maior que uma desilusão
Então não sei...

Não sei por que vivo
só sei que não estou pra escolher
Me aceite como eu vim

28 de junho de 2010

primeiras reticências

carta ao Tom 74, Elliott Smith, cerveja quente, redes, controles, fios, gaitas, seis gaitas, 5 da madrugada, sono, cerveja, fiada conversa, gente inescrupulosa, sociologia, egocentrismo, superego, erros, meninas, mulheres, indecisas, feias, indecisas, lindas, as mais lindas e suas pontuações... Dylan, cash, folk, batidas folk, erros impulsivos, ensaios falhos, divertidos e inebriantes, cerveja quente, cerveja fria, cerveja gelada, enfim.

não há nostalgia alguma.

O que vem a ser sério

intro
F#7m/9 Bm7 E7/9 E7/9-

Se assegure no balanço, pequena,
prometo que não me canso
eu avanço em teus braços e chego a esquecer
de outros laços e abraços a me entorpecer

De um bom dia na cara, eu pulo ao chão
E a cabeça vazia, mas o coração
tá pensando no tempo que falta acabar
eu espero que dê, eu espero que vá

F#7m/9 C#7/9- F#5-
Faça acontecer
Dm6 C#m7
que a chuva me traga um lençol
Cm6 Bm7
meu rio desague no sol
Bbm7
e o sangue que corre
onde corre o sangue
que entra na veia
como um boomerangue
Eb7+
explode, explode
Bb7
no meu corpo
Eb7+
onde pode, pode, pode
Bb7
tua boa boca passear

Tudo que se vê
relacionado ao amor
é sonho de quem já amou
e a pele macia, da minha menina
é mesmo macia,
é mesmo a menina
que eu escolhi
pra passear no meu sonho
e me fazer dormir

20 de junho de 2010

sonhos e tropeços

pede o chão
dou o céu
vê! o tempo vai sair

perde o chão
o meu céu
crê na paralização

eu vou ter o tempo para te dizer
que a solidão contigo é muito mais
perigo me afeta a paz
não sinto com você
silêncio que me persegue
são mil buzinas no meu ouvido
se quem está mudo é você

sede o chão
vem de véu
ser minha orientação

reflete o chão
no meu céu
vê teu olho de espelho

17 de junho de 2010

risível e ridículo

desastre mental
prova de fogo
fatal.
mente todo o tempo que pode
ria de si mesmo,
e hoje chora.
chora porque queres
sofre porque desejas

encontra motivos pra explicar teu silêncio
mas sabes:
perdido tu és!
perdido tu sempre foste!
perde a razão,
procura um "não"
sei lá se sabe de si
sei lá se é verão...
frio não faz!

capaz disso não sabe ser
mas sabe ser bem mais
mas que sujeito sagaz!
tão pobre!
tão cheio de vida e vontade
vida e vontade
vida e vontade de morrer

os que aqui respiram
respiram todos iguais
e paz que é bom...
e bom que é paz...
volto pro mesmo lugar
volto pr'onde não devia ter saído
vou pra uma história,
viro mito!

"consagração do personagem"
versículo mil, capítulo quinhentos e doze
não sei qual parágrafo diz:

homem marcado com x
predestinado a ser infeliz
risível, ridículo
foi este que eu marquei!
e este que vou acertar


1 de junho de 2010

Pieguismo, ilusão e eloquência

"Surto de pieguismo na cidade mata três em um bar da esquina"
.
.
Nunca as máquinas de videokês estiveram tão em alta. O brega, as flores, as camisas de botão... A bohemia está preocupada. A nata da cultura da cidade, chora em todos os becos, sem razão alguma. "Os brutos também amam!" gritam o tempo todo os brutos. Amor, amor, amor... Os cantores cada vez mais compondo sobre esse sentimento tão piégas do ser. A mulher esquece de fazer o café às 7:00. O homem acorda cantando. É, de fato, uma epidemia.
.
"Você errou. Quem mandou você errar?
Quem mandou?"
.
A ilusão do sentimento manifesta-se na alma da minha cidade. Estão todos apelando a favor de sentirem-se felizes, tristes, amando, traídos... Não importa o sentimento, eles querem sentir. O homem natural daqui perdeu a eloquência. E toda roda de samba, virou manifesto de sentimento. Embriagados em um mesmo bar na esquina da Rua da Saudade, 3 senhores de meia-idade, ao serem perguntados pelo dono do estabelecimento sobre o que queriam, responderam, respectivamente "orquídeas", "charuto", "chega de saudade - João Gilberto". E a partir deste pedido, iniciaram um diálogo sobre o quão impressionante eram as coisas bestas da vida. E o quão eloquentes pareciam estar sobre suas cadeiras. Foi pedido um discurso.
.
"Meus bons e velhos amantes, como fico feliz sabendo que neste recinto, compartilho da mesma bebida de ilustres figuras como as vossas. Divido a mesma lua para me admirar, e reclamo do mesmo sol, mas com uma vontade de acariciá-lo tão grande, que esqueço de minhas amadas mulheres. Não aguento mais sentir tanto como estou sentindo. E por isso, à esta faca, deposito minha confiança de um mundo menos expressivo. E quem quiser do meu sentimento provar, que o faça depois de mim"
.
O vinil já estava tocando na faixa um do lado B, quando os três senhores piégas utilizaram da mesma faca para suicidarem-se. As orquídeas cobriram os corpos, enquanto um outro ser, menos sentimental, fumava o resto do charuto do então finado.
.
.
"Que no peito dos desafinados,
no fundo do peito, bate calado.
No peito dos desafinados,
Também bate um coração"

Dunas e selvageria




Surpresa, 2 horas e meia

01:22 - Surte em meus ouvidos, a melodia que te dediquei que tanto desconsideras, considerando uma brincadeira minha. "Coisa mais bonita é você, assim". Soa um tanto quanto pessoal. "Justinho você". Pareço um completo apático ser, perdido em tua face. Quando me encontro, ainda estou do teu lado, e é esse o momento mais feliz de estar contigo. O momento em que me perco e me acho sobre teu corpo, sobre teu sofá. (Não imaginas como deve ser). É lindo o céu com você. Os musgos, a biologia, a geografia... Os reclames. Até os reclames parecem algo mais suave, e me dá vontade de reclamar de tudo, pois que tudo permanece em um mesmo plano perto de ti. "Ah, um assobio..." Penso que posso assobiar uma melodia bonita, como se estivesse compondo sozinho. Apenas para exercitar da inspiração que me dá teu sorriso. Mozart não saberia imitá-la, nem descrever como soa bonito a continuação da tua gargalhada. Salieri, com toda sua descrição sobre risadas agudas de alta frequência, renderia-se ao fim de tua gargalhada. E se não se rendesse, quem mais precisa render-se ao teus encantos que eu?

Me rendi demais.

Homem quiasmo

Que asma mais chata!
Que arma sutil...
Prosta-te a leveza de tuas palavras
Põe tuas falácias de boca pra fora
Pra dentro de si
E leva!

Leva tua alma, tua sede, teus falsos carinhos
Que mais parece sono regado,
Quimeras de passado
Um completo abestalhado
Conclue o seu ser

Híbrido e ilógico, defende-se com frases sem sentido algum
E vê. Chora. Ouve. Refaz.
Mil outros verbos,
Mas não traz
A alma do lar que abandonou
Ou ela te defenestrou

Agora só resta poeira... e asma!
Uma rua cheia de falsos elogios,
Essa gente repetente parece que não mente
Finge que sou que nem eles
Não sou! Sou eu só

Um homem de devaneios, paraíso
Inferno seria não pensar