14 de setembro de 2012
inspiro
vem cá no suspiro, no gogó do fogo só
que vem do pó e vai voltar também e vem
pra cá, suspiro, se não me atiro fora
me defenestro desta sala, saio que nem salitre e
bala no gogó do meu suspiro só...
sai pra lá com esse suspiro que de você nem diabetes
sai pra lá sua diabrete do nordeste, uma infitéti
vai-te embora, vai-te! mas enquanto vens e vais
vem trazer mais vendavais
que em nossos matagais
dois é bom, três é demais...
e se é, é bom demais
tá bom... eu não falo mais!!
se não gostou, fique pra trás
foi o que me disseram ali
se estás pronta pra tudo ok
se não, podes ir embora já
que a maré tá pra avançar
e pega até quem bobear...
a marié não pega tanto assim...
ela disse "cai nimim"
acho que se "amudernou"
num criolo de roçoio
fez promessa, fez campanha
nunca vi desgraça tamanha
pobre do meu pobre amigo pobre...
já era...
Dedico este poema tolo a meu querido e saudoso tio Leonardo Montenegro
9 de setembro de 2012
humanus
O homem anda
O homem nada
O Homem nada faz
E só de olhar o homem
Ele espera que tomem
a vida de seu capataz
Que é a vida que deixa pro Homem
A certeza de que é capaz
Se está perdido em sua cama
Ele logo fará seu caminho
Os nomes que andam somem
Se voam, se perdem e voltam
Escritos em livros de homens,
os nomes são nada e mais nada
Espero que consiga a fama
A fama de um passarinho
Os passos de um grande nome
Na rua do "aqui jaz"
Estão lapidados quand'ontem
A vida do homem fulgaz
Carrasco que nunca some
Da sombra de quem o faz
Sei lá se espero quem me ama
Na solidão lenta de um pedalinho...
O homem nada
O Homem nada faz
E só de olhar o homem
Ele espera que tomem
a vida de seu capataz
Que é a vida que deixa pro Homem
A certeza de que é capaz
Se está perdido em sua cama
Ele logo fará seu caminho
Os nomes que andam somem
Se voam, se perdem e voltam
Escritos em livros de homens,
os nomes são nada e mais nada
Espero que consiga a fama
A fama de um passarinho
Os passos de um grande nome
Na rua do "aqui jaz"
Estão lapidados quand'ontem
A vida do homem fulgaz
Carrasco que nunca some
Da sombra de quem o faz
Sei lá se espero quem me ama
Na solidão lenta de um pedalinho...
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