29 de agosto de 2010

daqueles antigos

Um daqueles poemões antigos
sem a barbárie da vanguarda,
que deixando os desejos de outrora
me fizeram e disseram palavras de sufoco
Quais são, meu bem? Quais são?
as mesmas da primavera de flores caídas

Se é assim, que me tirem os pulmões!
cigarros alados, ala dos doentes ao meio dia
não tem sequer poesia,
quanto mais poema em prosa...
quanto mais cheiro de rosa
E o nome dela é Maria

Médicos portugueses me explicam
o real sentido do dextrogismo
Girando para direita, girando para direita
o relógio voraz não alarma à meia-noite
E você, princesa, é guia da manhã
é cadente de brilho,
e inocente, pura e vã

"Deixa em paz meu coração
que ele é um pote até aqui de mágoa"
Chorando e cantando,
soluçando, um fiasco! Um berrante marcado,
quiasmo mesmo...
Obrigado por vossas palavras
retribuo com grosserias!

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