9 de setembro de 2012

humanus

O homem anda
O homem nada
O Homem nada faz
E só de olhar o homem
Ele espera que tomem
a vida de seu capataz
Que é a vida que deixa pro Homem
A certeza de que é capaz

Se está perdido em sua cama
Ele logo fará seu caminho

Os nomes que andam somem
Se voam, se perdem e voltam
Escritos em livros de homens,
os nomes são nada e mais nada

Espero que consiga a fama
A fama de um passarinho

Os passos de um grande nome
Na rua do "aqui jaz"
Estão lapidados quand'ontem
A vida do homem fulgaz
Carrasco que nunca some
Da sombra de quem o faz

Sei lá se espero quem me ama
Na solidão lenta de um pedalinho...

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