"um balanço"
Bm D G F#m
um pouco mareado pelo balanço
ondulado
um descanso
ensaiado
desconfortante como fila de espera
Em7/5 A7
é mar
e anatômica
é mar
e anacrônica
é mar
D7m
e fila de espera também
sobre o asfalto negro, uma profecia
o sertão metaforizado no calor e agonia
de que, se deus quiser, se tornaria um dia
o mar
que trouxe, em ressaca, o verão
e você me dizendo num solfejo
que o mar virou sertanejo
no breu do inferno do meu dia
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"jovens inócuos"
jovens inócuos a espera da diligência
somos tu
os réus passivos do amargor
sem juízo
assíduos praticantes do amor
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"sedes"
o marulho perturba:
e cai a cal da parede
e cai o tijolo
me dano às redes
de novo
à revelia do mar
o motor estarrece
a manhã aborrece
cai a lágrima à maçã
e caibro em cima da casa
me dano a existir
só eu
ao bel prazer do oceano
"ledo engano"
foi a última mensagem que captei
tornado perspicaz
sou eu em harmonia
com a revelia do marasmo
alforria tropical
entreposto em pleonasmo
tou bailando ao carnaval
o óleo de peixe é o lubrificante
da engrenagem
postulante à margem
do oscilante
reagem a oscilação
face a observação
de ante-mão
persevera
e corta
e rasga
e chora
sedes flora
sedes flora
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