7 de junho de 2013

solavanco



na indeferida cor
ela me arrodeia aos prantos 
e em sólida maçã, garante:
não há solidez na ferrenha face
fisgada pelo cansaço

bem decidida face:
rosto escuro na penumbra dos olhares
quando tu fores e voltares
me traga um chá de hortelã
com a água fervida nos indecisos
e imprecisos raios solares desta eterna manhã

acordei num solavanco, prostrei-me de prontidão
não há solidão da face fugaz
nunca, jamais
plenitude e delicadeza
um misto de pluripartidarismo
com o branco bordado dos orixás

é branca
e bordada pele
na face oculta desta moça
e deste rapaz

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