às vezes sinto uma
pontada (de esperança)
maquiada lembrança
da alça do biquíni
do ódio do cabelo
grudado no meu ombro
eu choro quando vejo
eu sonho
às vezes sinto uma
saudade azul piscina
do peito que eriçava
quando a cerveja caía
e não desse direito
que só morre de frio
aqui enclausurado
nessa sala tão vazia
às vezes sinto uma
beliscada de agonia
que só me faz lembrar
que minha cama está vazia
e que o tijolo branco
que figura na parede
é bem melhor que o cinza
que nunca mata de sede
agora estou sentindo
uma vontade de ficar
pois sei que eu consigo
girando pra me virar
e que nessa imensidão
eu sigo sentindo um trisco
me viro entoando um som
se quero tirar a roupa
pra quê que tem edredon?
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