Há pistas relevantes que nos levariam ao paradeiro procurado
E artistas iniciantes que contestariam o verdadeiro significado
O óbito é dúvida e alento aos irreconhecíveis inimigos
E sobe, tu, os mais de mil e cem degraus dos mais temíveis perigos
A esperança confia em ditados como se fossem fielmente comprovados
Nessa dança sabiam que atados os olhos não eram devidamente procurados
Meus pés se confundem aos calos quando jurei minha vingança
O revés de um ganhador de automóveis que nada mais é que uma criança
É pura festividade na praça
A poeira é temporada de caça
Mas faça dessa tarde rubra
Sua hora de apelo e graça
Antes que o tempo o faça
e descubra
O homem e seu bigode estacionados no caminho do aeroporto
Comem enquanto o suor de corpos freados vizinhos ao amigo morto
Saúdam em brindes opacos àquela felicidade contagiante
O baú dá melhores percalços quando o que está embalado é viciante
É exposto à chuva, vento e poeira de canteiro-de-obra
Como o rosto de um gavião ao se encontrar com um ninho de cobra
Me vingo como se não soubesse dessa capacidade
Domingo tem mais, quem desce é quem sofre nessa cidade
É pura festividade na praça
A poeira é temporada de caça
Mas faça dessa tarde rubra
Sua hora de apelo e graça
Antes que o tempo o faça
e descubra
Nenhum comentário:
Postar um comentário