Credes, então, na cultura
Quão politicamente político, és tu!
Nobre detentor da verdade alheia
Certo, errado, um tirano!
Talvez por engano, não saiba o que digo
Mas tu... Tu não! O erro não te incorpora
E tu se oferece, a esmo, de tê-lo execrado o poder
Sem ver que teus olhos, esbugalhados
Perderam o ritmo, naufragados de sonhos
Lamúrias e paixões...
Tudo do passado
Ele nem sequer foi amado
Nem se encontra em canções
Mas hoje é teu dia
E tua boa vontade há de te fazer um homem
Todo feito de bicho, e de palavras inexistentes
Redundância de metáforas
O caso, do acaso
O fato do homem fraco
Um caco
de vidro
Diplóide, bípede, Freud
Zepelin tem teu sobrenome
Um carma sinestésico
Sente na pele o que os outros vêem
e Cheira o amargo do que tua fera tragou
Um trago
De vidro
(In vitro)
eu gosto das difíceis
ResponderExcluir