6 de janeiro de 2013

uma canção chuveirada

mirna
mirna soteropolitana
soteropoli-plus de paulista
mirna com ares de baiana
e potiguares de sulista

mirna
saia rodada de mineira
com rios chiados caipiras
ela é mirna carioca
e tem as pernas de sereia

mirna
uma soterocarioca
benzida no farol da barra
ela é mirna brasileña
com um gingado de artista

mirna
é bra bra bra bra bra brasília
é o mesmo bra de bradesco
mirna de longe me norteia
ela é soteropolitudo
com potiguares de baleia

ela é uma flor de pétalas federativas
as unidades da canção calada
a mulher mais brasileira que não conheci
com a bahianitude forjada nos mármores onde jaz
e onde o jazz nunca pisará
é um mix de pluralidade
e uma amostra grátis da perfeita singularidade em porções únicas
pequena menina feliz por trás de 1000 homens gentis
é a cor do pecante
que coloque os mercados dos covis alheios
e salve a quem me puder salvar

mirna
uma pólipoteropolissimplista
e águas azuis de noronha
o rio que eu sofro me condena
e o sol governa minha vida



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