26 de maio de 2013

ode ao temporal

nas encostas argilosas
tem um choro receoso de culpa
que se pergunta "será?"
será que é culpa minha acabar
com esse barracão cansado
de não conseguir se aguentar

é culpa
e apreensão
é culpa e apreensão
de ver a terra desandar
e correr

carregando um solo culposo,
uma casa e um bode expiatório
que desvia a atenção da culpa
e faz esquecer a apreensão

é terra
e lamentação
é terra e lamentação
de ver a terra desandada
morrer

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