2 de dezembro de 2012

sono

São tantos pensamentos oriundos
Que perco-me em adjetivos obsoletos
Derivados de minha falta de amuletos
Sobre meus questionamentos profundos

Não tenho sorte, percebi de fato
Embora tu leve-me a pensar de primeira
Que essa minha querência costumeira
Não fosse apenas eu bancando ser chato

Você parece não ter
A ânsia de me responder

Se penso e falo como mais que amigo
Meu penso é mais do que torto
Eu sei, prefiro estar morto
Que, de novo, viver um castigo

Um sonho parece estar acordado
Um homem parece estar em pé
Acho que já está falhando minha fé
Logo eu que acabei de ter amado

E eu pareço não crer
Na ânsia de ver-me a sofrer

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