e eu, apressado, arrumo a cozinha,
escovo os dentes, arrumo o cabelo.
faço o café da manha.
"não, não quero acordar!"
é de matar qualquer um
volto de novo pra cama:
"sem mais minuto nenhum"
de brabo, só tenho a fama
me levanto. abro a geladeira.
pego o requeijão, e mais requeijão
com pouco presunto e pão
faço o café da manhã
"chega, meu amor!
tá na hora de acordar"
você me faz um pedido
não sei como recusar
de novo me chama pra cama
de novo, volto a deitar!
nem parece que vou trabalhar
parece que aqui em casa,
só dá pé de maracujá!
nunca vi tanta manha
quando se é hora de acordar
mas parece que eu gosto disso
e preciso disso pra viver
nunca vi tão pouca manhã
em tão pouco tempo de nós
pois o tempo de nós dois a sós
quando se tem muito amor,
e quando se aparecem os sóis
tua manha há de me prender
na eterna manhã de nós dois
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