24 de dezembro de 2010

tão

quando eu vejo o amanhã surgindo, e eu penso
que a noite vã passada em silêncio sob o meu divã
foi tão agitada...

quando eu saio sem razão e a minha aflição me perde
penso não que vai dar tudo certo, e o a minha mão
se encontra suada

toda a cidade brilha, e ela está dormindo no nosso colchão
os fogos ensurdecem o meu coração
e ela tá deitada

ela nem quer ver mais a explosão
pulo então indecentemente enquanto a cidade
brinca com entorpecentes,
nossa caridade, o nosso colchão dormente
a felicidade da tua boca sorridente
e tão tão pertinho
e tão tão pertinho

espero o meu divã, e a tua presença na minha manhã
com toda nossa crença de sermos assim
tão bem colocados em nós
tão bem arrumados pra nós




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