E os gárgulas capricharam. Apesar de nem existirem na vida real. A orquestra estava muito bem compassada, e o suor frio também. Até que então...
Que é que você quer?
-É assim que você me recebe as cinco e meia da manhã?
-É com esse sarcasmo que você quer me fazer te desculpar?
-Isso não é um jogo de perguntas.
-Isso nem jogo é, seu escroto!
-Olha a grosseria! Você nem pensou no que eu fiz de errado. Você nem sequer pensou no que eu fiz. Se você deixasse...
-Se você deixasse eu dormir em paz...
-Espere!
-Você não precisava ter voltado!
-Você não precisava ter aberto a porta então!
-Por que você não vai embora então?
-"Senão... é como amar uma mulher só linda!" (...)
-PARA!
-"E daí? Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza... Qualquer coisa de triste! Qualquer coisa que chora..."
-Por que isso agora?
-"Qualquer coisa que sente saudade" (...)
-Cretino!
-"Um molejo de amor machucado, uma beleza que vem da tristeza. DE SE SABER MULHER. Feita apenas para amar"
-Não continue, desgraçado!
-"E pra ser só perdão..."
(E aos risos)
-O que eu faço com você?
-O que você quiser.
(...)
PS: O trecho acima, onde tem aspas, é da autoria de Vinícius de Moraes, em sua canção "Samba da Benção".
Que coisa mais linda, awn. Quando alguém vai me surpreender assim no meio de uma discussão?
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